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Burgueses e proletários[i] - Marx e Engels

Trecho do Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels, disponível em: http://www.marxists.org/portugues/marx/index.htm A história de toda sociedade [ii] existente até hoje tem sido a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor e servo, mestre de corporação e aprendiz, numa palavra, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou pela transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta. Nas primeiras épocas históricas, verificamos, quase por toda parte, uma completa divisão da sociedade em classes distintas, uma escala graduada de condições sociais. Na Roma antiga encontramos patrícios, cavaleiros, plebeus, escravos; na Idade Média, senhores, vassalos, mestres, aprendizes, servos; e, em cada uma destas classes, outras camadas subordinadas. A sociedade burguesa moderna, que brotou das ruí­nas...

O Materialismo Histórico

Friederich Engels Capítulo retirado do livro: Do socialismo útopico ao socialismo científico obtido em: http://www.marxists.org/portugues/ O socialismo moderno é, em primeiro lugar, por seu conteúdo, fruto do reflexo na inteligência, de um lado dos antagonismos de classe que imperam na moderna sociedade entre possuidores e despossuidos, capitalistas e operários assalariados, e, de outro lado, da anarquia que reina na produção. Por sua forma teórica, porém, o socialismo começa apresentando-se como uma continuação, mais desenvolvida e mais conseqüente, dos princípios proclamados pelos grandes pensadores franceses do século XVIII. Como toda nova teoria, o socialismo, embora tivesse suas raízes nos fatos materiais econômicos, teve de ligar-se, ao nascer, às idéias existentes.

Dialética

Friederich Engels Capítulo retirado do livro: Do socialismo utópico ao socialismo científico, obtido em: http://www.marxists.org/portugues (grifo meu) Junto à filosofia francesa do século XVIII, e por trás dela, surgira a moderna filosofia alemã, cujo ponto culminante foi Hegel . O principal mérito dessa filosofia é a restauração da dialética, como forma suprema do pensamento. Os antigos filósofos gregos eram todos dialéticos inatos, espontâneos, e a cabeça mais universal de todos eles - Aristóteles - chegara já a estudar as formas mais substanciais do pensamento dialético. Em troca, a nova filosofia, embora tendo um ou outro brilhante defensor da dialética (como por exemplo, Descartes e Spinoza) caía cada vez mais, sob a influência principalmente dos ingleses, na chamada maneira metafísica de pensar, que também dominou quase totalmente entre os franceses do século XVIII, ao menos em suas obras especificamente filosóficas. Fora do campo estritamente filosófico, eles criaram...

Concepção Materialista da História

Carta de Engels a Block Retirado do acervo bibliográfico da HISTEDBR disponível em: http://www.unioeste.br/projetos/histedbropr/ Segundo a concepção materialista da história, o fator que, em última instância, determina a história é a produção e a reprodução da vida real. Nem Marx nem eu afirmamos, uma vez se quer, algo mais do que isso. Se alguém o modifica, afirmando que o fator econômico é o único fato determinante, converte aquela tese numa frase vazia, abstrata e absurda. A situação econômica é a base, mas os diferentes fatores da superestrutura que se levanta sobre ela – as formas políticas da luta de classes e seus resultados, as constituições que, uma vez vencida uma batalha, a classe triunfante redige, etc, as formas jurídicas, e inclusive os reflexos de todas essas lutas reais no cérebro dos que nelas participam, as teorias políticas, jurídicas, filosóficas, as idéias religiosas e o desenvolvimento ulterior que as leva a converter-se num sistema de dogmas – também exerce...

Engels analisa O Capital

O Capital, de Karl Marx Escrito por Friedrich Engels entre 2 e 13 de março de 1868 sobre o livro Das Kapital. Kritik der politischen Oekonomie, von Karl Marx. Erster Band. Der Produktionsprozess des Kapitals. Hamburg , O. Meissner, 1867. Primeira edição: Em alemão nos números 12 e 13 do “Demokratisches Wochenblatt”, de 21 e 28 de março de 1868. (1) I Desde que há capitalistas e operários no mundo, não se publicou um só livro que tenha para os operários a importância deste. Nele se estuda cientificamente, pela primeira vez, a relação entre o capital e o trabalho, eixo em torno do qual gira todo o sistema da moderna sociedade, e se faz com uma profundidade e um rigor só possíveis em um alemão. Por mais valiosas que são e serão sempre as obras de um Owen, de um Saint-Simon, de um Fourier, teria que ser um alemão quem escalasse o cume desde o qual se domina, claro e nítido — como se domina desde o alto das montanhas a paisagem das colinas situadas mais abaixo —, todo o campo das mo...